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Twittando aos poucos III: os cinco defeitos do twitteiro

1. Criar uma conta só para enfeitar. Se você for conferir os últimos doze meses de atividade desse twitteiro, encontrará dois tweets. 2. Achar que ser seguidor de artista, político, empresário, blogueiro, jornalista, pastor ou outros "formadores de opinião" só serve para encher o microblog dos seguidos de retweetadas e replays com elogios rasgados, dizendo "amém" para tudo o que eles dizem. 3. Não tolerar críticas construtivas ou opiniões contrárias à sua. Se esse twitteiro estiver divulgando alguma marca ou produto novo ou se - caso de empresas - oferece um serviço ruim, pensando que presta  e você  o crítica com maior sobriedade aí é que ele bloqueia você de vez, comprovando  a tese toda, etc, etc. 4. Exagerar no "grande post do dia", postando sempre frases feitas copiadas às pressas, na ilusão de que no Twitter (ou nas outras redes sociais) existe alguma espécie de catarse. 5 . [Este é para os os twitteiros-eleitorais gratuitos]: achar que campanha elei...

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A tecnologia aumenta a saudade

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Este post é o mais intimista, ou poderá ser, não sei...Também é o mais provinciano, ou poderá ser, não sei... Na dúvida, se você tem mania de globalização, ou se acha o paladino da imparcialidade, nem perca tempo lendo. É comum dizermos que a tecnologia encurta as distâncias e diminui a saudade. Mas isto só é verdade para os vivos, sejam eles seres ou coisas. No caso dos mortos (desnecessário dizer? Vá lá: sejam eles seres ou coisas...) a tecnologia funciona de modo contrário: aumenta a saudade. Quando recuperamos digitalmente imagens daquilo que já se foi, essa segunda verdade é verdadeira ao quadrado. Até nossa memória fotográfica, um de nossos dons inatos, nos machuca, quando, por exemplo, nos reportamos mentalmente a um ente querido, recém-falecido...(no meu caso, são as memórias de Adriano, não o da Marguerite Yourcenar, que não li ainda, mas as de meu cunhado mesmo). Que dizer das memórias fotográficas, tipo as produzidas por fotógrafos competentes como os do Clube Gerson Bullos ...

A tecnologia aumenta a saudade

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Este post é o mais intimista, ou poderá ser, não sei...Também é o mais provinciano, ou poderá ser, não sei... Na dúvida, se você tem mania de globalização, ou se acha o paladino da imparcialidade, nem perca tempo lendo. É comum dizermos que a tecnologia encurta as distâncias e diminui a saudade. Mas isto só é verdade para os vivos, sejam eles seres ou coisas. No caso dos mortos (desnecessário dizer? Vá lá: sejam eles seres ou coisas...) a tecnologia funciona de modo contrário: aumenta a saudade. Quando recuperamos digitalmente imagens daquilo que já se foi, essa segunda verdade é verdadeira ao quadrado. Até nossa memória fotográfica, um de nossos dons inatos, nos machuca, quando, por exemplo, nos reportamos mentalmente a um ente querido, recém-falecido...(no meu caso, são as memórias de Adriano, não o da Marguerite Yourcenar, que não li ainda, mas as de meu cunhado mesmo). Que dizer das memórias fotográficas, tipo as produzidas por fotógrafos competentes como os do Clube Gerson Bullos ...

A tecnologia aumenta a saudade

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